Quem controla o fumo dos navios?

Enviado por Denúncia Anónima
Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2019 10:13
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Ontem à noite (26-02-2019) com os testes das luzes para o desfile de Carnaval podíamos ver o fumo que três navios de cruzeiro faziam no porto e tirei esta foto que dá para perceber. Sei que os focos de luz fazem um clarão mas neste caso ajudou para se perceber o fumo a passar por cima e a se amontoar justo na Quinta Vigia. Sabendo que o fuélóleo produz Dióxido de Enxofre, e não só, a minha pergunta é: As nossas autoridades vigiam alguma coisa? Monitorizam a qualidade do ar? Não creio, nunca vi e acho que nos devemos preocupar porque já muito se falou do assunto e alguns portos exigem que os navios se liguem à corrente eléctrica ou toleram só outros combustíveis menos poluentes. Em França já estão atentos a isso: 
https://www.francetvinfo.fr/monde/environnement/croisieres-paquebots-sous-surveillance_3157453.html

Coloquem o quadro e o vídeo por favor.



No quadro seguinte resumem-se os efeitos na saúde humana provocados por alguns poluentes atmosféricos:


Poluente
 Fontes
 Efeitos na saúde humana e no ambiente
CO

(monóxido de carbono)
Tráfego
 Indústrias
Reduz a capacidade de transporte de oxigénio até aos tecidos vitais pelo sangue, afectando os sistemas cardiovasculares e nervoso. Em concentrações extremas pode provocar a morte por envenenamento.

Em concentrações mais baixas pode ser gravoso para indivíduos com problemas cardiovasculares e reduz o desempenho desportivo. Concentrações elevadas podem causar sintomas como dores de cabeça, tonturas e fadiga.
NO2
(dióxido de azoto) 
Tráfego
Indústrias (resulta da queima de combustíveis a temperaturas mais ou menos elevadas)
Concentrações elevadas podem provocar problemas do foro respiratório, principalmente em crianças, tais como asma ou tosse convulsa.

É um poluente acidificante, que pode contribuir para a formação de chuvas ácidas, as quais acidificam os meios naturais e atacam quimicamente algumas estruturas (por exemplo, os metais) e os tecidos vegetais.
SO2
(dióxido de enxofre) 
Indústrias (indústria química, pasta de papel, refinarias e caldeiras que utilizem combustível com alto teor de enxofre, como por exemplo, o fuelóleo)
Os seus efeitos encontram-se associados a doenças respiratórias (bronquite crónica ou asma) e cardiovasculares.
É um dos gases que contribui para as chuvas ácidas, que têm como consequência a acidificação dos meios naturais ou a corrosão de materiais metálicos.
PM
(partículas)
Tráfego
 Indústrias
 Obras de construção civil
Actividades agrícolas
As partículas microscópicas podem afectar a actividade respiratória, em especial da população de risco, como as crianças e idosos, bem como daqueles que sofrem de doenças cardiovasculares e pulmonares.
O nível de risco depende do tamanho das partículas e da sua toxicidade. As partículas em suspensão também afectam o coberto vegetal e reduzem a visibilidade.
O3
(ozono) 
Ao nível do solo resulta de reacções químicas entre óxidos de azoto e os compostos orgânicos voláteis na presença de luz solar e de temperaturas elevadas
A oxidação do ozono troposférico provoca irritações do tracto respiratório, causando dificuldades respiratórias, inflamações brônquicas ou tosse. Estes efeitos fazem sentir-se especialmente em grupos sensíveis, como as crianças, idosos, doentes cardiovasculares e do foro respiratório.
O ozono é o principal constituinte do smog fotoquímico (mistura de nevoeiro e poluição). A exposição a níveis baixos deste poluente pode reduzir as funções pulmonares, originando dores no peito, tosse, náuseas e congestão pulmonar. A destruição das produções agrícolas e das árvores são outra das suas consequências.