Os erros surgem até 15 dias depois



O Covid-19 apresenta os erros de gestão da situação até 15 dias depois, o tempo de incubação. Pode parecer tudo normal no momento e a "fatura" vem depois.

Está-se a diabolizar o aeroporto quando basta deixar as companhias virem buscar os seus clientes, com aviões a aterrar vazios na Madeira para os levar e monitorizar, para poder ter um elemento válido, para agir. Ninguém vem fazer férias para fazer quarentena noutro país. É só dar algum tempo para que o processo finalize.

Agora, com os turistas cá dentro, a livre circulação pode estar a propagar a infecção e deveria haver pontos cruciais de controlo. Madeira e Porto Santo não são espaço único, são duas ilhas para a infecção. Era de ter controlo em ambos os portos mas não se faz.

Não estou a dizer para fechar os portos, como não concordo com fechar os aeroportos, basta a informação de quarentena para depois permitir a evacuação, os transportes do cargueiro aéreo, a eventual ajuda. Na mesma lógica, o Porto Santo precisa de víveres, por isso o navio mantém-se. O que é imperativo é monitorização da situação no intercâmbio de indivíduos. Só me pergunto pelo avião da Binter que até vai às Canárias e a Marraquexe ... Marrocos, de onde foram portugueses evacuados por dois aviões da TAP.

Madeirenses e portosantenses parecem estar a acatar, ontem de manhã só praticamente estrangeiros efectuaram a viagem a bordo do Lobo Marinho ... sem nenhuma monitorização, é o GR e a companhia a falhar. E, mais uma vez lembro, que tudo pode parecer muito bem mas dias depois revela-se.



É preciso acabar com aproveitamentos políticos, exageros linguísticos e culpas, encaminhar as energias para as ineficiências e incongruências próprias. Precisamos de actos de governação e menos Conferências de Imprensa marcadamente políticas. As regras são para todos!


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Segunda-feira, 16 de Março 2020 09:49
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